Resenhas

O Dia Que Te Esqueci

Eu amo ler, tem livros que com um dia termino eles, tem outros que as vezes de tão profundos que você demora a terminar para ficar mais tempo com os personagens, outros livros te fazem pensar na vida

Quando li o livro “ O dia que te esqueci” da autora portuguesa Margarida Rabelo Pinto, ele e assim, te faz pensar, refletir.

O livro e um pouco diferente dos convencionais, ele e uma carta que ela escreve para a o ex. Ela vai e volta, passado e presente. Algumas vezes você tem raiva da insistência dela com ele, outras você não entende como alguém que diz que ama o outro fica com outras pessoas, outras tantas você tem pena da ingenuidade dela.

Porém o livro nada mais descreve como nos mulheres às vezes e muitas vezes levamos nossas relações amorosas… A ferro e a fogo, às vezes e tantas vezes aos extremos. Mas por quê? Por que tantas vezes abrimos mão da nossa felicidade para insistir numa relação doente? Acho que e isso que a Margarida nos faz refletir com sua personagem, como ela e fiel a muito do que nos fazemos, ela nos coloca em choque com nossas próprias atitudes, a autora reflete sobre o amor próprio, a expectativa em cima do outro, o utilizar alguém como tapa buraco de nossas relações adoecidas às vezes com nos mesmos, o não aceitar a perda e o fim. Aquilo que julgávamos tão incurável nada mais e do que querer deixar em evidências as nossas dores. Nos só esquecemos quando temos vontade de esquecer.

Talvez por sermos criadas para nos doarmos em nossas relações, assumimos essa posição de submissão em relação ao outro. No fim a personagem de Margarida começa a experimentar coisas que ela não imaginava ou não curtia como ficar somente com seu filho, viajar com seus amigos, viajar sozinha, curtir sua própria companhia, ou seja, ela passou a se amar principalmente. E quando se ama você passa a não aceitar as relações pela metade, as relações que não te tragam coisas boas, você fica mais exigente, porque você sabe que não precisa de ninguém para ser feliz, apenas de você mesmo.

Um frase do livro que marcou muito foi:

“Podemos passar muitos anos até conseguir passar por cima das coisas sem magoas. Primeiro vem o esforço, depois o falso esquecimento. Seguem-se o rancor, a revolta, a sensação de impotência. Tantas vezes nos atiramos nos braços de outro homem, pensando que esse e o caminho mais curto para se esquecer de alguém. E tantas vezes e o caminho que se revela mais longo. (…) Há mesmo o dia, meu querido, que chega a libertação. Nunca e quando queremos, apenas e só quando estamos preparados. E para nos prepararmos precisamos querer. Quantas vezes as pessoas usam o verbo conseguir forma errada! Quando eu dizia que eu não conseguia te esquecer, a verdade e que eu não queria te esquecer-te. (…) Querer e conseguir não e o mesmo, só consegues quando queres, o contrário não e possível. ”

 

Créditos da imagem: http://pausaparaumcafe.com.br/o-dia-em-que-eu-te-esqueci-e-o-livro-que-eu-gostaria-de-ter-escrito/

Pamela Sobrinho

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